Artistas
Léo Glück

Atriz, dramaturga, tradutora, multiartista, performer, sonoplasta, maquiadora, caracterizadora, cantora e diretora teatral graduada pela Faculdade de Artes do Paraná (2001-2004). Atriz formada pelo Curso de Ator do Colégio Estadual do Paraná (1996-1999).
Integrante fundadora da Companhia Silenciosa. Suas primeiras dramaturgia e encenação são Bandulho – a Léo Glück´s drama – , de 2003, folhetim romântico que tem como questão central a intrincada relação sexo/violência/amor/poder, temas recorrentes em sua obra.
No mesmo ano são encenados os seus espetáculos A Visita Da Velha Joana, O Cavalo De Bronze E O Domador de Circo e o sermão jocoso Veja Como Moisés Está Fugindo. Em 2004 reescreveu o clássico Iracema, de José Martiniano de Alencar e o levou à cena como Iracema 236ml. Em 2005 traduziu três textos para o evento Novas Leituras – 1º Ciclo de Dramaturgia, promovido pelo Centro Cultural Teatro Guaíra. São eles: A Caixa De Sândalo, do norte-americano Mac Wellman, TOP GIRLS, da britânica Caryl Churchill e A Garota No Sofá, do norueguês Jon Fosse, além de assinar a maquiagem e a sonoplastia da primeira montagem brasileira do espetáculo Parasitas, do dramaturgo alemão Marius Von Mayenburg. Ainda em 2005, quando a Companhia Silenciosa foi convidada a participar da I Mostra Cena Breve Curitiba, encenou seu texto REBECCA, espetáculo verborrágico em um ato, que ambiciona expor a fragilidade a que os usuários da língua portuguesa a submetem. Na III Mostra Cena Breve Curitiba, em 2007, apresentou a cena DUCK and HEAD. Em 2008, como atriz, encena Jesus Vem De Hannover, cuja dramaturgia é sua. Em 2009 une-se à produtora musical e DJ Jo Mistinguett para criar o primeiro vaudeville eletrônico brasileiro, intitulado Word (meaningful elements of speech), performance musical que problematiza a precisão na recepção de uma informação dada através de palavras e os signos responsáveis por sua eficácia.
Dentre seus textos ainda inéditos, destacam-se The Mango Tree, Linda Blair Entra Na Sala, STOCCARDA, Cutelo Assassino, Fellatio e a novela Estória Fantasiosa De Malícia, Esfuziante Vedete Do Teatro De Rebolado Na Década De 40 E Seu Desenvolvimento Digital Em Uma Época Analógica.
Blog: www.leoglucksmildness.blogspot.com
MySpace: www.myspace.com/leogluck
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Henrique Saidel

É um dos integrantes fundadores da Companhia Silenciosa, revezando-se nas funções de diretor, ator, cenógrafo e designer gráfico. Suas pesquisas são focadas no uso da ironia e da metalinguagem na encenação e nas visualidades da obra, com ênfase na criação de situações em que a arte se infiltra no ambiente cotidiano, alterando fluxos, propondo novas possibilidades de convivência e permanência. A discussão natural X artificial, falso X verdadeiro, orgânico X inorgânico, vivo X inanimado, bom gosto X mau gosto, ancorada em pesquisas sobre o kitsch, dá a tônica das suas criações cênicas.
Trabalhou na Secretaria da Cultura de São José dos Pinhais-PR entre 2005 e 2007, coordenando o Museu do Boneco Animado e o Projeto de cinema Cinelite, além de ministrar aulas e oficinas de teatro e confecção de bonecos. Em 2009 e 2010, participou do projeto Delegacia Laboratório, na Escola Superior de Polícia Civil do Paraná, atuando como roteirista e ator em simulações e reconstituições cênicas de crimes contra a vida e o patrimônio.
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Giorgia Conceição

Atriz, diretora teatral, figurinista, cenógrafa, multiartista e performer. Tem formação em Direção Teatral pela FAP, com Especialização em Teatro e Literatura Dramática pela UTFPR. Foi professora colaboradora da Faculdade de Artes do Paraná (2007-2010), ministrando aulas de Improvisação e Interpretação Teatral, além de orientar diversos trabalhos acadêmicos.
É umas das integrantes-fundadoras da Companhia Silenciosa. Desenvolve trabalhos nos quais a visualidade, a sensorialidade e as relações entre obra e público exercem papel preponderante na construção e multiplicação dos sentidos. Utiliza o work in progress e processos colaborativos como metodologia. Seu foco de pesquisa temático inclui questões como criação de espacialidades existenciais, performatividade de gênero, brasilidade, antropofagia, dominação, e o transbordamento dos limites entre arte e vida.
Dentre seus mais recentes trabalhos, destacam-se Technomaravilha (2010), onde atua como criadora, performer e figurinista; Simpatia Full Time, selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural Dança 2009/2010 (Videodança) e pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Viana 2008, onde é criadora, performer, figurinista e designer gráfica; Burlescas, contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, na categoria Produção de Espetáculos, participando como criadora, diretora e atriz; e o projeto de performance/artes visuais Walesa Iconográfica: as aventuras de uma garota nos centros da cidade, ainda em desenvolvimento.
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